
"Viver é a coisa mais rara do mundo ,a maioria das pessoas apenas existe ."
Oscar Wilde
Estou indo viver ...





"Deixo de ser coruja, pra ser sua cotovia... e só viver de dia..."

Fim de ano de tantas decisões tantas escolhas q as vzs so quero uma orientação um conselho. O texto é do publicitário Nizan Guanaes super motivacional, tanto é que recebi numa aula de analises de obras para o vestibular! Apreciem:
CONSELHO
Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, sou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo. E ela responde: Eu também não, meu filho".
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem, como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassú. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito.
É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tendo consciência de que, cada homem foi feito, para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansear, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.
Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.
E isso se chama sucesso.
Ela estava atrasada. Correu para o espelho e começou seu martírio de toda pré festa: a maquiagem. Martírio porque,ela adorava se maquiar, adorava o efeito de um olho bem marcado,mas não adiantava,ela não sabia fazer.É bem verdade que ninguém nunca lhe ensinou,nem lhe serviu de referencia.Aprendeu o pouco que sabia observando.Foi passar a primeira sombra de sua vida aos 17.. o que é gozado,porque aos 17 anos ela já havia se adaptado e aprendido a lidar com as sombras da vida.O fato é que estava atrasada e precisava se adiantar, logo a carona ia chegar e ela odiava fazer os outros a esperarem.Procedimento básico:lava o rosto, passa base, passa o pó e vai para o olho.Resolveu começar pelo delineador.Ahhh o delineador.Não soube como pode ficar tanto tempo sem um delineador!O efeito que ele fazia em seus pequenos olhos amendoados era imenso! Também “aprendeu” a passá-lo na marra. Olhava as fotos daquela sua amiga linda,carismática e viajada que se maquiava super bem,e se esforçava pra ficar igual, mas nem passava perto.Sempre seu traço ficava meio grosso,meio torto,mas não ligava muito,pelo menos os olhos aumentavam de tamanho e poderiam ser notados,talvez,até aquela sua pintinha abaixo do olho direito,pequena,mas charmosa,poderia ganhar destaque.Começou o traço como todos os blogs de beleza a ensinou.Borrou.Limpou e começou tudo de novo.Ficou torto.Limpou.Ficou grosso.Limpou.Então, percebeu que aquela tinta preta em seus olhos borrados poderia ser a metáfora de sua vida: sempre imaginava um traço bonito,bem acabado, com um efeito legal.Mas sua mão não era firme e segura o suficiente para isso.Sempre sonhava com um traço fino,sutil e marcante.Porem,sempre saia meio torto,meio grosso ou meio borrado,e lá ia ela apagar e começar tudo de novo,frustrada,mas esperançosa.Às vezes deixava pra lá,fingindo para si mesma que estava legal e talvez ate orgulhosa de ter conseguido um traço +- afinal, aprendeu tudo sozinha,e, até que para uma principiante na arte da “peruísse”ela se saia bem.No mais, ia levando, com a expectativa de que um dia concluiria essa etapa com êxito!Balançou a cabeça, riu para si mesma, saiu das profundezas de suas divagações e voltou a se maquiar. Como de costume ficou +-, mas ela tinha certeza que muito melhor do que o da vez anterior e valorizou seu árduo trabalho. Passou a sombra e o iluminador daquele estojo bacana de uma marca cara, que ganhou certa vez de uma amiga chique e glamurosa. Finalizou com o rímel,um blush de leve e um batom clarinho.Tudo muito sutil e insosso, assim como ela ,tudo no meio do caminho,nada marcante ,mas nada ruim de mais. Um dia ela chegava lá. O telefone tocou. Era a carona. Despediu da mãe que já dormia no sofá com a TV ligada e desceu as escadas correndo evitando ao máximo o tok tok do salto,para não acordar as vizinhas quarentonas e implicantes.
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