segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Um Norte….

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Fim de ano de tantas decisões  tantas escolhas q as vzs so quero uma orientação um conselho. O texto  é do publicitário Nizan Guanaes super motivacional, tanto é que recebi numa aula de analises de obras para o vestibular! Apreciem:319768_8498                                

CONSELHO

Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, sou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.

Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.

A propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo. E ela responde: Eu também não, meu filho".

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem, como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassú. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.

Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito.

É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tendo consciência de que, cada homem foi feito, para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansear, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.

O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.

Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.

E isso se chama sucesso.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O Delineador

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delineador Ela estava atrasada. Correu para o espelho e começou seu martírio de toda pré festa: a maquiagem. Martírio porque,ela adorava se maquiar, adorava o efeito de um olho bem marcado,mas não adiantava,ela não sabia fazer.É bem verdade que ninguém nunca lhe ensinou,nem lhe serviu de referencia.Aprendeu o pouco que sabia observando.Foi passar a primeira sombra de sua vida aos 17.. o que é gozado,porque aos 17 anos ela já havia se adaptado e aprendido a lidar com as sombras da vida.O fato é que estava atrasada e precisava se adiantar, logo a carona ia chegar e ela odiava fazer os outros a esperarem.Procedimento básico:lava o rosto, passa base, passa o pó e vai para o olho.Resolveu começar pelo delineador.Ahhh o delineador.Não soube como pode ficar tanto tempo sem um delineador!O efeito que ele fazia em seus pequenos olhos amendoados era imenso! Também “aprendeu” a passá-lo na marra. Olhava as fotos daquela sua amiga linda,carismática e viajada que se maquiava super bem,e se esforçava pra ficar igual, mas nem passava perto.Sempre seu traço ficava meio grosso,meio torto,mas não ligava muito,pelo menos os olhos aumentavam de tamanho e poderiam ser notados,talvez,até aquela sua pintinha abaixo do olho direito,pequena,mas charmosa,poderia ganhar destaque.Começou o traço como todos os blogs de beleza a ensinou.Borrou.Limpou e começou tudo de novo.Ficou torto.Limpou.Ficou grosso.Limpou.Então, percebeu que aquela tinta preta em seus olhos borrados poderia ser a metáfora de sua vida: sempre imaginava um traço bonito,bem acabado, com um efeito legal.Mas sua mão não era firme e segura o suficiente para isso.Sempre sonhava com um traço fino,sutil e marcante.Porem,sempre saia meio torto,meio grosso ou meio borrado,e lá ia ela apagar e começar tudo de novo,frustrada,mas esperançosa.Às vezes deixava pra lá,fingindo para si mesma que estava legal e talvez ate orgulhosa de ter conseguido um traço +- afinal, aprendeu tudo sozinha,e, até que para uma principiante na arte da “peruísse”ela se saia bem.No mais, ia levando, com a expectativa de que um dia concluiria essa etapa com êxito!Balançou a cabeça, riu para si mesma, saiu das profundezas de suas divagações e voltou a se maquiar. Como de costume ficou +-, mas ela tinha certeza que muito melhor do que o da vez anterior e valorizou seu árduo trabalho. Passou a sombra e o iluminador daquele estojo bacana de uma marca cara, que ganhou certa vez de uma amiga chique e glamurosa. Finalizou com o rímel,um blush de leve e um batom clarinho.Tudo muito sutil e insosso, assim como ela ,tudo no meio do caminho,nada marcante ,mas nada ruim de mais. Um dia ela chegava lá. O telefone tocou. Era a carona. Despediu da mãe que já dormia no sofá com a TV ligada e desceu as escadas correndo evitando ao máximo o tok tok do salto,para não acordar as vizinhas quarentonas e implicantes.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Onde os sapos hibernam

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Ela não estava passando bem.Sentia-se inquieta,pesada,incomodada.Uma dor não sei bem onde,uma falta de ar desconfortável.Não conseguia se concentrar.Sua cabeça dava voltas,sua idéias chegavam constantemente a lugar nenhum,e,um pensamento recorrente seu subconsciente( muito consciente,aliás)despachava para outra região.E assim ficou o resto do dia:o peito apertado, a garganta em nó, e uma incrível dor de estômago.Ahh o estômago...um tanto quanto embrulhado,pesado.. não tava legal!De repente,um pulo, um coaxo.Assustou-se.Outro pulo, outro coaxo.Pula!Pula!Pula!Coaxa!Coaxa!Coaxa! Então, calmaria.Tudo voltou ao normal.Parece que os sapos não digeridos,novamente,hibernavam esperandoo fim do inverno ,ou a vinda de novos colegas ao lar .


-  Vale a pena ler: A Arte de Engolir Sapos, por Rubem Alves ;)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Fadiga

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E de repente a gente cansa!
Cansa de esperar demais e receber de menos,
Cansa de sufixo "inha" imperando em nossas carcaterísticas,
Cansa do sabores de sorvetes disponíveis no supermercado,
Cansa de morar onde mora,viver como vive,e das pessoas com quem convive,
Cansa do tempo,imperador do destino,o dono de nossas vidas,
Cansa de acreditar que no dia/mês/ano que vem tudo irá melhorar,
Cansa de trocar a cor do esmalte toda semana,
Cansa de fazer promessas e não cumpri-las,
Cansa de passar em frente vitrines desejar e não levar,
Cansa de cobiçar e não ser cobiçada,
Cansa de promover auto-desculpas para não sofrer,
Cansa de tentar mudar e não conseguir,
Até cansar de ficar cansada!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Anatomia

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Meu perfume não é importado, minha maquiagem não é hipoalergênica,minha bolsa não foi cara, não fui à Disney com 15 anos,dependo de caronas,minhas roupas são sempre as mesmas,na minha mão: uma camada de renda,nos meus pés:aqueles lindos sapatos que ainda não possuo,na minha mente muitos sonhos, e no meu coração? Vazio.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sobre beleza,livros e analogias

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Já dizia Vinicius de Moraes:" As feias que me desculpem mas beleza é essencial."Em um mundo onde reina o aparente politicamente correto,e os grandes clichês tem poder,muitos acham que analisar a beleza física de uma pessoa é feio. Mas vamos ser sinceros?Ninguém gosta de feiúra.Fazemos escolhas que envolvem julgamento de valor estético a todo momento.De objetos de decoração à capa de cadernos,sempre escolhemos o mais bonito..Aquela historia de não se julga um livro pela capa é a maior mentira. Todo mundo escolhe um livro que não conhece, pela capa!Não tem como saber a historia de todos os livros da livraria para saber qual levar.Por isso uma boa capa e titulo instigante é importante, eles são a ponte que leva o leitor a ter o 1° contato com a obra..São neles que estão , todo o propósito e a característica do livro, mesmo que subliminar.Agora,não adianta nada ter uma capa maravilhosa, um titulo bacana se o conteúdo é uma porcaria. Mas, só se descobre o conteúdo depois de julgarmos a capa. Por isso a beleza física é importante, sim senhor!
Analogias à parte, beleza e conteúdo são características que devem andar unidas.Sempre.Odeio extremistas que falam que o mais importante é a beleza interior ou exterior.Não existe isso, uma coisa em detrimento da outra. O mais importante é ter os dois porque sozinho nenhum importa!
Ser bonito é muito fácil, quando se tem dinheiro, roupas de grife, maquiagem de qualidade e um salão de beleza à disposição do seu bolso..O difícil é ser bonito no cotidiano. As pessoas andam confusas com tendências,padrões impostos, enquanto para ser belo basta valorizar o que tem de melhor e ser coerente com a imagem que quer se passar à sociedade. O resto, é aprimoramento.O feio, é aquele que não corresponde plenamente a sua proposta. Essa loucura de plásticas,consumismo desenfreado, nada mais é do que a falta de identidade, afinal conceitos de beleza mudam sempre. Por isso a estética não é uma ciência exata,depende muito mais do subjetivo do admirador do que do objeto admirado. E tem mais, gosto se discute sim! Gostos não discutidos são um prato cheio para o preconceito.É preciso que estejamos mais aptos à conhecer do que à preferir.A beleza é essencialmente sensorial,emocional, e o bom gosto é um toque de racionalidade, de conhecimento e compreensão em um mundo tão subjetivo.
Desde pequenos convivemos com o dogma da relação bonito/feio : a bruxa é má e tem uma horrorosa verruga em seu nariz pontiagudo, Já a fada é boa e linda.. Somos educados assim , educados com a cartilha do belo.E nada vai mudar, o que tem que mudar é o olhar ao admirar a beleza, e englobar determinados conceitos na definição do que é belo. Então vai ai uma dica de beleza: descubra-se, embeleze-se,e tenha um conteúdo interessante. Afinal,segundo Nelson Rodrigues nada mais lindo do que uma pessoa interessante: 'Na "mulher interessante", a beleza é secundária, irrelevante e, mesmo, indesejável. A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual. Era preciso que alguém fosse, de mulher em mulher, anunciando:
- "Ser bonita não interessa. Seja interessante!"

terça-feira, 13 de julho de 2010

Classificados

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Procura-se: INSPIRAÇÃO
-Vista pela ultima vez em uma noite de insônia.
-Recompensa: muitas palavras, algumas constatações, e talvez,boas ideias.
Qualquer informação contatar esta que vos fala.
Obrigada.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Tesouros Ocultos

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Oi.Bom,a melhor coisa para sarar uma eventual crise de identidade,que às vezes todos nós estamos à mercê, é pesquisar sobre sua vida antes mesmo dela existir.Não,não estou dizendo sobre regressão e vidas passadas. Mas sobre o passado daqueles que te deram a vida.Mamãe não gosta muito de falar do que se passou.Nunca gostou.Ela é adepta da filosofia: vivo o hoje,espero um amanha melhor, e o que passou passou, acabou.Eu que sou um tanto quanto saudosista fico irritada às vezes.Então,adoro mexer nas coisas d mamãe,fotos,bilhetes,objetos,e principalmente as cartas. E foi numa dessas minhas procuras ao meu tesouro ancestral oculto e preservado,que encontrei uma carta da minha tia para mamãe com trechos de um livro chamado A Vagabunda, de Gabrielle S. Colette, uma escritora francesa da primeira metade do século XX, que eu não conhecia e agora quero muito ler e conhecer.Achei o trecho oportuno e resolvi publica-lo como meu 1°post nesse bog.

"(...)escrever! poder escrever! isto significa o longo devaneio diante da folha em branco, o rabiscar inconsciente, o brincar da pena que gira em torno do borrão de tinta, que mordisca a palavra imperfeita, enche de garras, de flechazinhas, orna-a de antenas, de patas, até que ela venha a perder a sua figura legível de palavra, metamorfoseada que foi em fantástico inseto, borboleta-fada que alçou seu vôo. escrever. .. É o olhar fixo, hipnotizado pelo reflexo da janela sobre o tinteiro de prata, é a divina febre que assoma às faces, à fronte, enquanto uma bem-aventurada morte gela sobre o papel a mão que escreve. É também o pleno olvido da hora, a indolência no macio diva, essas bacanais do espírito inventivo donde saímos curvados, embrutecidos, mas já recompensados, mensageiros dos tesouros que, sob o pequeno círculo de luz que a lâmpada descreve, serão entornados na página virgem ... escrever! tentação de purgar raivosamente tudo de mais sincero que nos vai pela alma adentro, e rápido, com aquela rapidez que faz a mão relutar e protestar contra o deus impaciente que a guia. .. depois encontrar, no dia seguinte, em vez do ramo de ouro, miraculosamente desabrochado na hora flamejante, um espinheiro seco, uma flor abortada. . escrever! gozo e sofrimento dos ociosos! escrever! . . . bem que experimento, de tempos em tempos, essa necessidade, intensa como a sede no verão, de anotar, de exprimir... e pego então da pena, para dar início àquele jogo perigoso e traiçoeiro que, através do bico duplo e flexível, apanha e fixa o mutável, o fugaz, o apaixonante adjetivo... mas não passa de uma curta crise, prurido de uma velha cicatriz. .(..)"
 

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